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12/09/2009 17:55
Desde que meu flog passou a fazer parte do flog Brasil, o que modificou o endereço da minha página para http://sandro-yolkman.flogbrasil.terra.com.br/, eu ainda não havia postado nenhum poema. Na verdade não havia escrito nenhum também.
É uma fase da minha vida que escrever toma muito tempo. Preparativos para casamento, reforma de apartamento, trabalhar sem ter aumento e conseguir da minha cirurgia de ombro um adiamento – são muitos “entos” que tem tomado todas minhas horas livres.
E pra completar meu fotoflog, como já disse, foi transferido para esta porcaria de flogbrasil, que além de limitar bastante meu acesso, ainda fez com que fossem perdidos vários comentários postados por amigos meus em posts anteriores.
Enfim, tudo bem, afinal a vida segue rolando e bem. Escrever é uma coisa um tanto difícil, ainda mais quando a alma está tranqüila. E de estar tão tranqüila, passo a sentir a intranqüilidade do comodismo. Espero que o comodismo nunca me ataque.
O poema abaixo foi rascunhado numa balada já há algum tempo e hoje resolvi reescrevê-la de uma maneira, digamos, mais sóbria. Assim, como o próprio poema diz, pude estar bem mais perto de mim.
A foto acima foi tirada em Canela, no parque Caracol, no dia 12/06/2009. Muito frio, mas é muito bom curtir o dia dos namorados num lugar tão fascinante e europeu como é a Serra Gaúcha. Muito vinho e muito fondue.
Curtam o poema abaixo e até o próximo post.
Sandro
Fiquei muito perto de mim
Fiquei muito perto de mim
Não tenho assim tanto medo
Meus limites não são o meu fim
Só não foram escolhidos a dedo
Quisera eu poder só rir
Quisera eu poder chorar
Num dia sem sol vou partir
Pra facilitar meu caminhar
Muito distante de tudo
Estou no caminho certo
Feliz e não me iludo
Que a felicidade está perto
Nem o mais interessante
Ser que possa existir
Supera a corrosão incessante
E a hora desta vida partir
Com uma caneta discreta
Com a ajuda de outrem
Estarei bem alerta
Para não ir mais além
Minha mente foi controlada
Pelos erros passados
Então de alma lavada
Adestrei meus atos bastardos
(Sandro – 12/09/2009)