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Saudade

Saudade

22/06/2008 13:44

Estamos na metade de 2008 e me lembro de já ter falado há algum tempo sobre a velocidade que nossa vida vai passando. Talvez tenha até a ver com a teoria da Relatividade de Einstein, pois vivendo numa cidade louca como São Paulo, não percebemos o tempo passar e quem more em outras cidades, talvez perceba o tempo passando mais lentamente. Ou seja simplesmente a teoria da Evolução de Darwin – hoje só existem pessoas que evoluíram a ponto de se adaptarem a fazer tudo tão velozmente, que nem se dão conta da passagem do tempo.
A verdade é que às vezes desejamos mesmo que o tempo passe rápido – quando sofremos uma grande derrota, por exemplo, desejamos que o tempo voe para a próxima oportunidade de disputarmos de novo e sermos bem sucedidos. Ou quando esperamos algo com ansiedade, como minha próxima viagem para a Europa ou simplesmente um final de semana para descansar.
Falando nesta viagem, ela me permitirá conhecer de verdade Bruxelas (minha primeira experiência lá, há 11 anos, não foi muito agradável), Berlim e Praga. Além disso irei até Madri, na casa do meu amigo espanhol, Javier. Aliás, ele e outro espanhol, o Carlos irão juntos comigo e com outro brasileiro, meu grande amigo Adriano.
Mudando mais uma vez de assunto, e desta vez radicalmente, semana passada, aproveitando que minha amada namorada, a Thaís, estava (aliás ainda está) passando as férias na sua cidade natal, Goiânia, fui ao cinema por três vezes, para assistir aos filmes que sei que ela não gosta: Indiana Jones, Hulk e Homem de Ferro. O primeiro é legal de ver, pois Indy Jones é Indy Jones. Quando rola aquela musiquinha clássica, dá uma enorme emoção e uma saudade – faz-me lembrar que eu tinha 16 anos quando fui assistir ao último filme, até então, da série (Indiana Jones e a última cruzada – que aliás, é o melhor de todos). O Hulk é legal de ver, pois o começo do filme foi todo gravado na favela da Rocinha. Além disso tem o grande Edward Norton no papel de Bruce Banner e é divertido ver ele tentando falar um pouco de português. Mas o filme que mais me surpreendeu foi o Homem de Ferro. Algumas pessoas já haviam me falado que mesmo quem não curte desenhos da Marvel estavam gostando do filme. E realmente é muito bom – muito superior ao Hulk e ao Indiana Jones. Efeitos especiais de primeira e ótima atuação do Robert Downey Jr. Aliás neste filme, ressurgiu das cinzas a atriz Gwyneth Paltrow, que ainda está muito bonita. Vale lembrar que ela foi a vencedora do Oscar atuando em Shakespeare Apaixonado, quando, na minha opinião, roubou o Oscar da nossa grande Fernanda Montenegro, que havia atuado em Central do Brasil.
Enfim, segue abaixo um poema saído do forno e que teve colaboração do meu grande amigo mineiro e cruzeirense, João Pádua. Ele colaborou criticando as partes que não estavam com um bom ritmo. Assim, consegui fazer um poema mais equilibrado com uma leitura quase num ritmo único do começo ao fim. Gostei do resultado. E vale ressaltar, os dois primeiros versos escrevi após beber duas doses de vodka na balada (eita parceria que dá resultados).
E para provar que sinto saudade dos ótimos momentos da minha vida também, segue uma foto tirada no dia 13/10/2007, quando estávamos comemorando meu trigésimo quinto aniversário – lá no Lanterna, pra variar – da esquerda pra direita aparecem: eu, meu grande amor (de quem, aliás, estou morrendo de saudade) Thaís, Adriano, Carol, William, a namorada do Luís (amigo da Thaís) e o próprio Luís. Apesar de ser emenda de feriado e a cidade estar meio vazia, foi um dia bem legal.
É isto – boa diversão a todos

Tenho saudade das minhas tristezas

Tenho saudade das minhas tristezas
Estou saturado da minha alegria
Há muitas velas acesas
Meus olhos não querem luzes do dia

Quero o estímulo da dor
Quero as dúvidas de outrora
Não sinto mais calor
E o frio também foi embora

Não tenho tido desgosto
Onde está meu desespero?
Cansei de ver o meu rosto
Com alegria sem tempero

Minha cidade não tem ladeira
Nem terremoto, nem furacão
É planície sem eira e nem beira
Sem recursos pra criação

Ó vida de lamentação
Aonde foi que você se enfiou?
Se eu desse a Darwin um refrão
Ele não criaria o que ele criou

Mas algo estranho me acontece
Já sinto saudade de estar feliz
Vou embora, pois já anoitece
Sem entender o que eu fiz

(Sandro – 22/06/2008)

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